Imaginem só se de repente,estranhamente,o tempo seguisee a direção traseira ao invés da dianteira.E já não fosse do passado para o futuro como assim o conhecemos,mas sim do futuro para o passado...
Nasceríamos morrendo e morreríamos nascendo.
Começaríamos a vida na velhice e terminaríamos na infância.
Com certeza a morte deixaria de ser uma pré-ocupação...
Morrer seria como nascer.
Estranha e naturalmente a vida perderia lentamente sua sabedoria,sua razão.
E inevitávelmente redescobriria a inocência e por sua vez, a genuína felicidade.
A alma veria a desconstrução das coisas...
Seríamos vítimas,sujeitos,atores, e mais que outro,observadores argutos e atônitos.
Veríamos a nossa consciência de ser desconstruir-se a cada dia,a cada hora,a cada momento que insistiria em recuar.
O tempo não pára...aqui ele decresceria...
Arrastaria consigo tudo que é vivo,assim como já o faz.
Arrastaria consigo o próprio espaço,contrair-se-ia.
a História já não seria mais dos vencedores e já não se escreveria com H.
Os vencedore em si,como idéia,perderiam seu valor.
Ao final todos nós tornaríamos a ser crianças e como crianças,terminaríamos indefesos,nús,chorando e nos afogando nas entranhas de alguma mulher.
Nossa memória não seria mais a do passado,mas agora a do futuro que vai ficando para frente...distante e imutável.
Nossas escolhas permaneceriam no presente e o que veríamos talvez,seria uma inevitável desconstrução do nosso ego.
O valor não se basearia mais na construção mas sim na desconstrução.
Seria o colapso geral...
tudo colapsaria,pois afinal o próprio universo estaria colapsando.A história passaria a ser uma conhecida e por vezes até mesmo um consolo.
Viveríamos a descivilização e o comum seria um destino inevitável.
Ah o tempo...
O que nos faz esse tempo...?
O que fazemos com nosso tempo?
Eu,ouso brincar com ele...me atrevo nas suas artimanhas e por vezes me vejo perseguido por ele.
Mas,tranquilo estou..tranquilo devo ser.
Calmo e tranquilo sou sabendo que através do tempo navego nesse presente mar.
E todo bom marinheiro sabe que há marés e marés,tempestades e tempestades,calmarias e calmarias.
Sabe que o navegar é preciso,pois já o viver é impreciso demais.
Percebe o exato momento da criação do tempo.
O tempo vive no presente e na esfera do tempo não existe a impaciência...
E disso bem sabem as boas mães que dedicam o seu tempo às suas crias.
Sunday, November 1, 2009
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