Sunday, November 1, 2009

Desvelar

Do escuro não sei nada.
Há muito caminho por campos e montanhas na luz do sol.
Há luz em tudo que vejo...
Do escuro não sei nada...
Pois nele não posso ver nem ouvir,
Nele não falo.
Dele é melhor nem falar.
A sombra faz-se necessária diante de muita luz.
Do escuro emergem coisas misteriosas e é no escuro que reside minha parte mais esquecida.
Que por isso se faz esquisita...
Do escuro não sei nada.
Mas no escuro ainda sei nadar.
É de medo do escuro que se morre de medo ao anoitecer.
Sim agora sei!
Do escuro sei agora alguma coisa.
A ele não se pode evitar.
assim como a luz nos penetra os olhos ainda cerrados para dizer que aí está para tudo ver,
o escuro brota de dentro para ser o que não quer ou não pode ser visto.
É no escuro que sentimos falta da luz...
E mais uma noite chega ao seu final.
Realizamos então que o escuro não existe...é tão somente uma falta...
Uma ausência de luz.
Ah...já ia esquecendo...tenho ainda uma vela...

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