As palavras me dizem muito.
É nas palavras que redimo o muito que sou.
Pelas palavras me faço sensação.
Pelas palavras ainda, escuto o que não deve ou não pode ser dito.
As palavras são a salvação.
Talvez possa sonhar e com a spalvras dizer o que sinto.
Me escondo atrás das palavras.
Me revelo através de palavras.
Palavras pensadas ou ditas num sem querer.
as palavras contém um pouco de tudo.
Tudo já não cabe em uma só palavra.
As palavras podem dizer,sem palavras...
As palavras não têm dono.
O silêncio silência na palavra.
Para que palavras quando o muito que sou já não mede as palavras,nem se mede por palavras??
Para que palavras quando o dito se desdiz sem perdão na palavra??
Para que explicar as palavras??
As palavras não podem ser vistas sem escrita.
As palvras não podem ser pensadas sem palavras.
As palavras não podem ser deixadas sem palavras,quando eu, sem palavras,busco através das palavras um pouco daquilo que sou em cada palavra.
As palavras já existiam antes de eu nascer.
Quando nasci me deram uma palavra...
E até hoje tento decifrar essa palavra.
Pobre de mim quando me quedar sem palavras...
Pobre das palavras quando não dizem nada sendo apenas palavras...
Sunday, November 1, 2009
Desvelar
Do escuro não sei nada.
Há muito caminho por campos e montanhas na luz do sol.
Há luz em tudo que vejo...
Do escuro não sei nada...
Pois nele não posso ver nem ouvir,
Nele não falo.
Dele é melhor nem falar.
A sombra faz-se necessária diante de muita luz.
Do escuro emergem coisas misteriosas e é no escuro que reside minha parte mais esquecida.
Que por isso se faz esquisita...
Do escuro não sei nada.
Mas no escuro ainda sei nadar.
É de medo do escuro que se morre de medo ao anoitecer.
Sim agora sei!
Do escuro sei agora alguma coisa.
A ele não se pode evitar.
assim como a luz nos penetra os olhos ainda cerrados para dizer que aí está para tudo ver,
o escuro brota de dentro para ser o que não quer ou não pode ser visto.
É no escuro que sentimos falta da luz...
E mais uma noite chega ao seu final.
Realizamos então que o escuro não existe...é tão somente uma falta...
Uma ausência de luz.
Ah...já ia esquecendo...tenho ainda uma vela...
Há muito caminho por campos e montanhas na luz do sol.
Há luz em tudo que vejo...
Do escuro não sei nada...
Pois nele não posso ver nem ouvir,
Nele não falo.
Dele é melhor nem falar.
A sombra faz-se necessária diante de muita luz.
Do escuro emergem coisas misteriosas e é no escuro que reside minha parte mais esquecida.
Que por isso se faz esquisita...
Do escuro não sei nada.
Mas no escuro ainda sei nadar.
É de medo do escuro que se morre de medo ao anoitecer.
Sim agora sei!
Do escuro sei agora alguma coisa.
A ele não se pode evitar.
assim como a luz nos penetra os olhos ainda cerrados para dizer que aí está para tudo ver,
o escuro brota de dentro para ser o que não quer ou não pode ser visto.
É no escuro que sentimos falta da luz...
E mais uma noite chega ao seu final.
Realizamos então que o escuro não existe...é tão somente uma falta...
Uma ausência de luz.
Ah...já ia esquecendo...tenho ainda uma vela...
Finados
A morte é igual para todos e o medo passa após a morte.
Sereno é o rosto daqueles que morreram.
Todos morrem!
Disso todos morrem de medo.
A igualdade, que é de direito, tem sua maior expressão na morte.
A morte é igual para todos.
Ainda que se morra de diferentes formas.
Ao final a morte é igual em todos,
ausente,indiferente,tranquilo, vestido ou despido todos morrem da mesma maneira:
Iguais a todos.
Sereno é o rosto daqueles que morreram.
Todos morrem!
Disso todos morrem de medo.
A igualdade, que é de direito, tem sua maior expressão na morte.
A morte é igual para todos.
Ainda que se morra de diferentes formas.
Ao final a morte é igual em todos,
ausente,indiferente,tranquilo, vestido ou despido todos morrem da mesma maneira:
Iguais a todos.
o des-contrair das coisas
Imaginem só se de repente,estranhamente,o tempo seguisee a direção traseira ao invés da dianteira.E já não fosse do passado para o futuro como assim o conhecemos,mas sim do futuro para o passado...
Nasceríamos morrendo e morreríamos nascendo.
Começaríamos a vida na velhice e terminaríamos na infância.
Com certeza a morte deixaria de ser uma pré-ocupação...
Morrer seria como nascer.
Estranha e naturalmente a vida perderia lentamente sua sabedoria,sua razão.
E inevitávelmente redescobriria a inocência e por sua vez, a genuína felicidade.
A alma veria a desconstrução das coisas...
Seríamos vítimas,sujeitos,atores, e mais que outro,observadores argutos e atônitos.
Veríamos a nossa consciência de ser desconstruir-se a cada dia,a cada hora,a cada momento que insistiria em recuar.
O tempo não pára...aqui ele decresceria...
Arrastaria consigo tudo que é vivo,assim como já o faz.
Arrastaria consigo o próprio espaço,contrair-se-ia.
a História já não seria mais dos vencedores e já não se escreveria com H.
Os vencedore em si,como idéia,perderiam seu valor.
Ao final todos nós tornaríamos a ser crianças e como crianças,terminaríamos indefesos,nús,chorando e nos afogando nas entranhas de alguma mulher.
Nossa memória não seria mais a do passado,mas agora a do futuro que vai ficando para frente...distante e imutável.
Nossas escolhas permaneceriam no presente e o que veríamos talvez,seria uma inevitável desconstrução do nosso ego.
O valor não se basearia mais na construção mas sim na desconstrução.
Seria o colapso geral...
tudo colapsaria,pois afinal o próprio universo estaria colapsando.A história passaria a ser uma conhecida e por vezes até mesmo um consolo.
Viveríamos a descivilização e o comum seria um destino inevitável.
Ah o tempo...
O que nos faz esse tempo...?
O que fazemos com nosso tempo?
Eu,ouso brincar com ele...me atrevo nas suas artimanhas e por vezes me vejo perseguido por ele.
Mas,tranquilo estou..tranquilo devo ser.
Calmo e tranquilo sou sabendo que através do tempo navego nesse presente mar.
E todo bom marinheiro sabe que há marés e marés,tempestades e tempestades,calmarias e calmarias.
Sabe que o navegar é preciso,pois já o viver é impreciso demais.
Percebe o exato momento da criação do tempo.
O tempo vive no presente e na esfera do tempo não existe a impaciência...
E disso bem sabem as boas mães que dedicam o seu tempo às suas crias.
Nasceríamos morrendo e morreríamos nascendo.
Começaríamos a vida na velhice e terminaríamos na infância.
Com certeza a morte deixaria de ser uma pré-ocupação...
Morrer seria como nascer.
Estranha e naturalmente a vida perderia lentamente sua sabedoria,sua razão.
E inevitávelmente redescobriria a inocência e por sua vez, a genuína felicidade.
A alma veria a desconstrução das coisas...
Seríamos vítimas,sujeitos,atores, e mais que outro,observadores argutos e atônitos.
Veríamos a nossa consciência de ser desconstruir-se a cada dia,a cada hora,a cada momento que insistiria em recuar.
O tempo não pára...aqui ele decresceria...
Arrastaria consigo tudo que é vivo,assim como já o faz.
Arrastaria consigo o próprio espaço,contrair-se-ia.
a História já não seria mais dos vencedores e já não se escreveria com H.
Os vencedore em si,como idéia,perderiam seu valor.
Ao final todos nós tornaríamos a ser crianças e como crianças,terminaríamos indefesos,nús,chorando e nos afogando nas entranhas de alguma mulher.
Nossa memória não seria mais a do passado,mas agora a do futuro que vai ficando para frente...distante e imutável.
Nossas escolhas permaneceriam no presente e o que veríamos talvez,seria uma inevitável desconstrução do nosso ego.
O valor não se basearia mais na construção mas sim na desconstrução.
Seria o colapso geral...
tudo colapsaria,pois afinal o próprio universo estaria colapsando.A história passaria a ser uma conhecida e por vezes até mesmo um consolo.
Viveríamos a descivilização e o comum seria um destino inevitável.
Ah o tempo...
O que nos faz esse tempo...?
O que fazemos com nosso tempo?
Eu,ouso brincar com ele...me atrevo nas suas artimanhas e por vezes me vejo perseguido por ele.
Mas,tranquilo estou..tranquilo devo ser.
Calmo e tranquilo sou sabendo que através do tempo navego nesse presente mar.
E todo bom marinheiro sabe que há marés e marés,tempestades e tempestades,calmarias e calmarias.
Sabe que o navegar é preciso,pois já o viver é impreciso demais.
Percebe o exato momento da criação do tempo.
O tempo vive no presente e na esfera do tempo não existe a impaciência...
E disso bem sabem as boas mães que dedicam o seu tempo às suas crias.
hipotermia
O vento hoje é frio.
Traz aquela sútil contração em si.
Me remete sutilmente às partes mais congeladas de mim.
Me faz tremer...e já não sei se de medo,ou de frio.
Ou simplesmente se tremo de medo do frio.
Traz aquela sútil contração em si.
Me remete sutilmente às partes mais congeladas de mim.
Me faz tremer...e já não sei se de medo,ou de frio.
Ou simplesmente se tremo de medo do frio.
Para as coisas que não podem ser ditas
As palavras são misteriosas para mim.
Por vezes,vem ao acaso formando e desritmando casos.
Há as vezes ainda, em que se sobrepõem em pensamentos vagos,desconectados.
Mas, a pior das vezes,e de longe a mais misteriosa,é quando elas não vêm...
Me deixam a mercê de pensamentos impensáveis,de palavras não ditas.
As palavras não tem perdão.Ferem como espinhos de roseiras massacradas pelos ventos secos do deserto.Maldosas, as palavras quando não saciam...
Toda palavra tem um dom:o domínio da idéia.
Toda palavra é um ato.
Vivo à mercê das palavras,esperando por sua iluminação.
Só a palavra salva!
Pois só a palavra deságua num mar de idéias sem palavras.
E a paz resta para além das palavras.
Por vezes,vem ao acaso formando e desritmando casos.
Há as vezes ainda, em que se sobrepõem em pensamentos vagos,desconectados.
Mas, a pior das vezes,e de longe a mais misteriosa,é quando elas não vêm...
Me deixam a mercê de pensamentos impensáveis,de palavras não ditas.
As palavras não tem perdão.Ferem como espinhos de roseiras massacradas pelos ventos secos do deserto.Maldosas, as palavras quando não saciam...
Toda palavra tem um dom:o domínio da idéia.
Toda palavra é um ato.
Vivo à mercê das palavras,esperando por sua iluminação.
Só a palavra salva!
Pois só a palavra deságua num mar de idéias sem palavras.
E a paz resta para além das palavras.
Saturday, October 31, 2009
insônia
Essa noite despertei ainda cedo.
Perdi o sono no meio do silêncio que ainda resta acontecer.
Tenho os ouvidos tampados,mas a voz insiste em não cessar.
Para onde irei?Já não posso mais esperar...sou todo ouvidos,mas não consigo escutar.
A mensagem se perdeu se nem mesmo deixar registro em cartório ou manifesto a me salvar.
Tudo em mim assim é buscar...
Busco o caminho que perdi ao entrar no deserto pelo mar.
O barco me foi tomado e a travessia é o que me resta enfrentar.
A noite é escura e as nuvens me roubaram a direção.
Em quem confiar??
Sou meio nesse inteiro deserto.
Sou meio de mim.
Sou meio em busca de fim.
Sou meio inteiro em busca de mim por inteiro.
É..acho que só me resta despertar...
Perdi o sono no meio do silêncio que ainda resta acontecer.
Tenho os ouvidos tampados,mas a voz insiste em não cessar.
Para onde irei?Já não posso mais esperar...sou todo ouvidos,mas não consigo escutar.
A mensagem se perdeu se nem mesmo deixar registro em cartório ou manifesto a me salvar.
Tudo em mim assim é buscar...
Busco o caminho que perdi ao entrar no deserto pelo mar.
O barco me foi tomado e a travessia é o que me resta enfrentar.
A noite é escura e as nuvens me roubaram a direção.
Em quem confiar??
Sou meio nesse inteiro deserto.
Sou meio de mim.
Sou meio em busca de fim.
Sou meio inteiro em busca de mim por inteiro.
É..acho que só me resta despertar...
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